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16/11/2017 - 21:31

Médico piauiense é preso em operação que apura fraudes em recursos da saúde no MA

O médico piauiense Mariano de Castro Silva foi um dos presos da operação Pregador, realizada nesta quinta-feira (16/11) em cidades do Piauí e Maranhão pela Polícia Federal com o objetivo de apurar desvios de recursos públicos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, contratos de gestão e termos de parceria firmados com o Governo do Estado do Maranhão na área da Saúde.

Mariano foi preso temporariamente, já trabalhou no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e atualmente era assessor técnico da Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão, teve duas residências ‘visitadas’ por policiais em Teresina para buscas. Essa não é a primeira vez que ele é apontado em esquemas como este, envolvendo inclusive empresas em seu nome.

Prisões temporárias
1.Antônio José Matos Nogueira

2. Chisleane Gomes Marques

3. Mariano de Castro Silva

4. Luiz Marques Barbosa Júnior

5. Rosângela Aparecida da Silva Barros (Rosângela Curado)

6. Antonio Augusto Silva Aragão

7. Benedito Silva Carvalho

8. Flávia Geórgia Borges Gomes

9. Ideide Lopes de Azevedo Silva

10. Marcus Eduardo Alves Batista

11. Miguel Marconi Duailibe Gomes

12. Osias de Oliveira Santos Filho

13. Paulo Guilherme Silva Curado

14. Péricles Silva Filho

15. Waldeney Francisco Saraiva

16. Warlei Alves do Nascimento

17. Karina Mônica Braga Aguiar

SOBRE A OPERAÇÃO
Aproximadamente 130 policiais cumpriram 45 mandados judiciais expedidos pela juíza federal Paula Souza Moraes da 1ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Maranhão. Estão sendo cumpridos 17 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís-MA, Amarante-MA, Imperatriz-MA e Teresina-PI, além do bloqueio judicial e sequestro de bens no valor total de R$ 18 milhões.

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Segundo a PF, durante as investigações conduzidas em 2015 foram coletados indícios de que servidores públicos que exerciam funções de comando na Secretaria de Estado da Saúde naquele ano montaram um esquema de desvio de verbas e fraudes na contratação e pagamento de pessoal.

As investigações indicaram a existência de cerca de 400 pessoas que teriam sido incluídas indevidamente nas folhas de pagamentos dos hospitais estaduais sem a prestação de serviços às unidades hospitalares. Os beneficiários do esquema seriam familiares e pessoas próximas a gestores públicos e de diretores das organizações sociais.

O montante dos recursos públicos federais desviados por meio das fraudes é superior a 18 milhões de reais. Contudo, segundo a Polícia Federal, o dano aos cofres públicos pode ser ainda maior, pois os desvios continuaram a ser praticados mesmo após a deflagração de outras fases da Operação Sermão aos Peixes.

De acordo com a PF, na medida de suas participações os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, dentre outros. Após os procedimentos legais, os investigados devem ser encaminhados ao sistema penitenciário do Maranhão, onde permanecerão à disposição da justiça federal.

Com informações da Polícia Federal e G1/MA

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